O aluno do nono ano de período do curso de Psicologia da Univás, Fernando Henrique Moraes Borges, ministrou nesta semana uma palestra na Escola Pio XII, em Pouso Alegre, para alunos do ensino fundamental, em uma proposta de conversa horizontal sobre bullying e cyberbullying. “Busquei apresentar os principais conceitos relacionados a esse fenômeno e refletir sobre seus impactos na saúde mental, nas relações interpessoais e no ambiente escolar”, conta Fernando.
Atualmente, pesquisas apontam que cerca de 40% dos adolescentes brasileiros relatam já ter sofrido bullying, enquanto o cyberbullying cresce de forma cada vez mais preocupante, potencializado pelas redes sociais, pela exposição constante e pela rápida disseminação das agressões. “Enquanto estudante do 9º período de Psicologia, esse foi um encontro muito significativo para mim, principalmente por ser um tema que venho pesquisando ao longo dos últimos dois anos e que tem despertado um grande interesse enquanto possibilidade de atuação profissional, especialmente diante do crescimento cada vez mais evidente dessas violências, sobretudo no ambiente digital”, observa Fernando.
A apresentação, intitulada “Bullying e Cyberbullying: o silêncio também machuca”. “Eu busquei enfatizar que todos acabam sendo afetados por essas violências, inclusive aqueles que silenciam ou se omitem diante delas. Também discutimos os diferentes atores envolvidos nessas situações, como a vítima, o agressor e o espectador, refletindo sobre como o reconhecimento das próprias atitudes e a construção de espaços de diálogo podem contribuir para romper ciclos de violência muitas vezes naturalizados no cotidiano”, relata o acadêmico.
Fernando Henrique disse que ao longo da graduação, foi percebendo o quanto essas violências atravessam diferentes espaços e fases da vida, o que fez com que esse tema passasse a me mobilizar cada vez mais enquanto estudante e futuro profissional. “Tenho consciência de que uma atividade isolada não resolve um fenômeno tão complexo e recorrente na contemporaneidade, especialmente, no que se refere ao cyberbullying, mas acredito profundamente na importância de criar espaços de conscientização, escuta e enfrentamento dessas violências dentro das escolas”, conclui.