A Subturma B do 4º ano do curso de Medicina da Univás está desenvolvendo um projeto de conscientização com o objetivo de alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento adequado e do tratamento das doenças da tireoide, especialmente o hipertireoidismo e o hipotireoidismo. O projeto está sob a orientação do professor Dr. Augusto Castelli Von Atzingen, da disciplina de Curricularização de Extensão do módulo de Clínica 2.

Segundo a acadêmica Camila Campos de Castro, as doenças da tireoide estão entre os distúrbios hormonais mais comuns na população e podem impactar significativamente a qualidade de vida quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente.

O hipotireoidismo é caracterizado pela produção insuficiente dos hormônios tireoidianos, levando à desaceleração do metabolismo. Entre os sintomas mais frequentes estão cansaço excessivo, ganho de peso, sonolência, queda de cabelo, pele seca, constipação intestinal e dificuldade de concentração. Já o hipertireoidismo ocorre quando há produção excessiva desses hormônios, acelerando o metabolismo e causando sintomas como perda de peso involuntária, palpitações, ansiedade, irritabilidade, tremores e aumento da sudorese.
Os alunos explicam que diversos fatores podem estar relacionados ao desenvolvimento dessas condições, incluindo predisposição genética, doenças autoimunes, alterações da própria glândula tireoide e, em alguns casos, deficiência ou excesso de iodo na alimentação.
De acordo com Camila Campos de Castro, o diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica e de exames laboratoriais, principalmente pela dosagem dos hormônios TSH, T3 e T4. Em algumas situações, exames de imagem, como a ultrassonografia da tireoide, também podem ser necessários para complementar a investigação.
O tratamento varia conforme a doença diagnosticada. No hipotireoidismo, geralmente é realizada a reposição hormonal com levotiroxina. Já no hipertireoidismo, podem ser utilizados medicamentos antitireoidianos, terapia com iodo radioativo ou tratamento cirúrgico, dependendo de cada caso. O acompanhamento médico regular é fundamental para garantir o controle adequado da doença e prevenir complicações.
“Quando não tratados adequadamente, tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem causar complicações importantes, incluindo alterações cardiovasculares, metabólicas e prejuízos à qualidade de vida. Por isso, a conscientização, o diagnóstico precoce e o seguimento médico adequado são essenciais para a promoção da saúde”, acrescenta Camila.
O projeto foi desenvolvido pelos acadêmicos Camila Campos de Castro, Natália Paletta Amaral, Fernanda Duarte Moura, Emilly de Freitas Cimadon, Lívia Palermo Vasconcelos, Isabella Vitória Ribeiro da Rosa, Henrique Baganha de Godoy, Dionnata Martins Pedrosa, Henrich Tsutomu Yaguchi e Bryan Villas Boas Rodrigues.