Projeto de Medicina da Univás conscientiza para importância da doação de órgãos

19/02/2026

Acadêmicas do 4º ano do curso de Medicina da Univás realizam projeto de curricularização com várias atividades sobre conscientização da importância da doação de órgãos. Uma das ações foi feita no Hospital Oncológico Samuel Libânio nesta quinta-feira, dia 19 de fevereiro, onde as alunas conversaram com pacientes e familiares.

A aluna Anne Schnaider Azevedo explicou que a turma decidiu pelo tema do projeto depois de acompanhar o recente transplante de coração no Complexo Hospitalar Samuel Libânio (CHSL) e observar a importância da doação de órgãos. “É fundamental mostrarmos para população a importância de doar órgãos. Queremos com esse projeto atinja o máximo de pessoas possível para termos mais doadores e salvar mais vidas. Nós nos aprofundamos sobre o tema em sala de aula e confeccionamos um questionário que tira dúvidas e mostra para as pessoas a importância da família no processo de doação de órgãos”, conta.

A acadêmica Helena Teodoro Ferreira acredita que a doação de órgãos faz parte de um momento muito delicado na vida de uma família. “Infelizmente, hoje em dia, tem muito preconceito e falta de conhecimento sobre o que é a morte encefálica. Uma das nossas funções é tirar o preconceito sobre o que é a morte encefálica e preparar a família para esse momento. É importante que todos saibam que a família é quem determina se a pessoa vai ou não ser um doador. Por isso que o preconceito precisa acabar dentro da família, senão mesmo que o paciente tenha a vontade de ser um doador, o processo de doação de órgãos não vai ser atingido, não vai ter continuidade. É necessário o consentimento da família. Por isso que a disseminação da informação é o ponto crucial para atingirmos o maior número de doação de órgãos”, pondera.

O professor da Univás, Dr. José Renato de Melo, que também atua no CHSL, esclarece que vários temas foram sugeridos e os alunos optaram pela questão da doação de órgãos. “Destacamos que nosso Complexo Hospitalar é credenciado para transplantes de coração e de rins, então nosso papel é divulgar isso para a sociedade, suprindo as dúvidas que são, na verdade, mitos. Com esse projeto, estamos cumprindo nosso papel social de uma universidade que tem que andar junto com a sociedade, junto com a comunidade. Explicamos qual condição que o paciente precisa ter para ser elegível para doação, como esse processo é feito e muitas outras questões envolvidas na doação de órgãos”, observa Dr. José Renato, um dos orientadores do projeto.

Para o professor da Univás, Dr. Alan Procópio, que também atua no CHSL, o tema é de extrema relevância e o trabalho de responsabilidade social é muito importante para o crescimento profissional dos acadêmicos, pois as atividades desenvolvidas pelos alunos fora dos muros acadêmicos trazem um crescimento pessoal e profissional humanizado que é levado para vida toda. “O tema não é sobre morte, é sobre a continuação da vida. Vamos conscientizar diversos segmentos da população sobre a importância da doação de órgãos, para que a pessoa comunique seus familiares, fale com seus familiares, manifeste seu interesse na doação de órgãos. Algumas pessoas têm o receio de não receber o cuidado ideal no intuito de ser doador de órgão, mas, na verdade, isso não existe. Lembrando que a equipe que cuida de um paciente é diferente da equipe que faz a captação, a doação e a abordagem desses potenciais doadores. A Univás, por meio desse projeto, traz benefícios para Pouso Alegre e toda região”, esclarece Dr. Alan, outro orientador do projeto.

O enfermeiro da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), Paulo Sérgio dos Reis, aprova e apoia a iniciativa dos alunos da Univás. “Que essa iniciativa possa derrubar os tabus em torno da doação de órgãos. Muitas famílias nunca falam sobre o tema. Então, tentamos conscientizar a população para que melhore essas doações, pois temos muitos pacientes que estão em fila aguardando para ter uma melhora de vida. É um assunto muito delicado, mas a gente depende dessa atitude. Se a pessoa falar em vida que ela é uma doadora de órgãos, isso nos ajuda muito quando precisamos atuar no hospital”, explica.

O projeto conta com a participação das acadêmicas Anne Schnaider Azevedo, Ana Laura Capistrano da Silva, Gabrielle Maglioni Aparecida de Oliveira, Ana Flávia Pereira, Helena Teodoro Ferreira, Gabrielle Ferreira Castro, Ana Luiza Oliveira Grillo, Ayslla Palhares Santos, Ariana Oliveira Silva e Bárbara Ribeiro Malaco.

 

 

 

 

 

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