O grupo Flor da Pele, que borda bonecas para crianças internadas em períodos longos em hospitais, realizou mais uma ação solidária no Complexo Hospitalar Samuel Libânio (CHSL) na manhã desta sexta-feira, dia 26 de junho. Foram doados mais de 30 bonecos e bonecas para pacientes infantis nos setores de oncologia, pediatria e UTI pediátrica.
Nas costas de cada boneco e boneca tem o nome da fada e o estado de onde foi feito. “Bordamos com um amor indescritível. Já teve paciente oncológico que com dor postou no hospital bordando as bonecas. Então além de ser uma terapia, traz a alegria, força, fé, para as crianças e seus pais. Então nós somos essa luz, que aparece para alegrar a vida deles, e podemos ampliar esse projeto. É a segunda vez aqui no hospital. Gratidão a todos”, afirma Mônica de Castro Costa.
O diretor de Relacionamento do CHSL, José de Arimatea Ramos, recepcionou os membros e agradeceu a iniciativa das voluntárias do grupo Flor da Pele. “Agradeço de coração e peço que Deus abençoe cada dia mais esse projeto continue trazendo alegria para todos nós, especialmente, nossos que precisam tanto destes momentos de carinho e atenção”, disse.
O grupo Flor da Pele foi criado por Terezinha Bevilacqua, de São José dos Campos, há mais de oito anos, quando ela esteve em uma UTI. “Ela viu as crianças olhando para um nada e pensou que precisava fazer algo para provocar um sorriso nesse rostinho. Ela que tem mil diplomas, especializações nas artes, na história, foi para casa e passou a noite desenhando e escrevendo dez histórias, cada uma com um tema e um desenho. Ela bordou algumas bonecas e levou para o hospital e ao entregar, conseguiu que a criança ganhasse um amigo para ele conversar. A partir daí, ela chamou uma amiga, ajudou a bordar, e várias pessoas foram chegando e formando um grupo”, conta a voluntária Mônica, de Santa Rita do Sapucaí, que trouxe o projeto para Pouso Alegre.
Atualmente, o projeto Flor da Pele está em 23 estados do Brasil e sete países e em Pouso Alegre está filiado à Casa São Rafael, que cuida de pacientes oncológicos. “Estamos lá toda quarta-feira, das 14 às 17 horas, ensinando a bordar, damos todo o material, linha, tecido, vem tudo direto da base que é São José dos Campos. E aí a pessoa aprende e se torna uma fada do projeto. Precisamos cada vez mais de pessoas porque existem muito mais crianças doentes que fadas bordadeiras. Ao entrar no projeto fazemos uma promessa, não podemos vender a boneca, não podemos doar para a família, o intuito é sempre esse, de doar para as crianças internadas ou pacientes com Alzheimer e idosos em asilo”, explica Mônica.