Livro de acadêmica de Fisioterapia é lançado pela editora BAGAI

11/09/2026

A acadêmica do curso de Fisioterapia da Univás, Lauane Aparecida da Silva Araújo, comemora a publicação do livro “Onde o Corpo Fala: Condutas Multidisciplinares na Reabilitação de Sobreviventes de Violência Sexual com Enfoque na Fisioterapia”, publicado pela Editora BAGAI. “Este livro nasceu como um projeto acadêmico, mas, ao longo do processo, tornou-se muito maior do que eu imaginava. Foram meses de estudo, escrita, organização, revisão, construção coletiva e muito cuidado para transformar um tema tão sensível em um material científico, acessível e comprometido com uma assistência mais humana. Como organizadora da obra, tenho uma gratidão imensa a todos que participaram deste processo, especialmente aos meus orientadores, às autoras colaboradoras e a todos que contribuíram para que este projeto chegasse até aqui”, afirma Lauane.

A obra foi organizada por Lauane Aparecida da Silva Araújo, Prof. Me. Jonas Isac da Rosa e o Prof. Dr. Geraldo Magela Salomé, reunindo diferentes áreas do conhecimento em uma proposta multidisciplinar voltada à assistência de sobreviventes de violência sexual.

A publicação é direcionada a estudantes, fisioterapeutas e demais profissionais das áreas da saúde, assistência e Direito, além de buscar tornar o conhecimento sobre o tema mais acessível à sociedade. A publicação está disponível nas versões digital e impressa, com os respectivos registros:ISBN 978-65-5368-816-2 (e-book) e ISBN 978-65-5368-817-9 (impresso).

Desenvolvido a partir do Trabalho de Conclusão de Curso da acadêmica, sob orientação do Prof. Me. Jonas Isac da Rosa e coorientação do Prof. Dr. Ricardo da Silva Alves, o livro surgiu da necessidade de reunir, em uma única obra, conhecimentos científicos e diferentes perspectivas profissionais relacionadas ao cuidado de sobreviventes de violência sexual, com destaque para a atuação da Fisioterapia. “Com abordagem multidisciplinar e linguagem acessível, a publicação percorre temas como a contextualização da violência sexual e seus determinantes, as repercussões físicas e emocionais do trauma, dor crônica, alterações da percepção corporal, disfunções do assoalho pélvico, fisioterapia pélvica, acolhimento psicológico, proteção jurídica, rede de cuidado, prevenção da revitimização e formação dos profissionais envolvidos na assistência”, conta a acadêmica Lauane.

Para ela, a publicação representa não apenas a conclusão de uma etapa acadêmica, mas também a possibilidade de ampliar a discussão sobre uma área ainda pouco explorada dentro da formação fisioterapêutica. “Durante a construção do trabalho, uma das questões que mais me mobilizou foi perceber que sobreviventes de violência sexual podem apresentar repercussões que chegam diretamente à prática da Fisioterapia, como dor crônica, alterações do assoalho pélvico, dificuldades relacionadas à percepção corporal, mobilidade e qualidade de vida. Ao mesmo tempo, ainda encontramos poucos materiais que discutam, de forma integrada, como oferecer uma assistência que seja baseada em evidências, ética, acolhedora e que não provoque novas experiências de revitimização”.

A proposta do livro é compreender que o cuidado não se limita ao tratamento de uma alteração física isolada. Nesse contexto, a atuação fisioterapêutica deve considerar a história da pessoa, sua autonomia, seus limites e a construção de um ambiente seguro durante todo o processo de avaliação e reabilitação. “Mais do que apresentar técnicas ou condutas, buscamos discutir como cuidar. Muitas vezes, procedimentos que fazem parte da rotina de um atendimento podem adquirir outro significado para uma pessoa que vivenciou uma situação traumática. Por isso, falar sobre comunicação, consentimento, vínculo, previsibilidade e respeito aos limites também é falar sobre Fisioterapia”, disse Lauane.

A obra foi construída com participação de profissionais de diferentes áreas, reunindo contribuições da Fisioterapia, Fisioterapia Pélvica, Psicologia e Direito, fortalecendo a compreensão de que a assistência às sobreviventes exige articulação entre diferentes saberes e serviços. A própria identidade visual do livro acompanha essa proposta. Inspirada no Kintsugi, técnica japonesa associada à reconstrução de objetos quebrados, a obra utiliza a metáfora das marcas e da reconstrução para transmitir uma de suas principais mensagens: a experiência pode deixar marcas, mas não define a mulher.

 

Para a acadêmica, transformar o projeto em uma publicação também amplia sua responsabilidade enquanto futura fisioterapeuta.“Ver esse trabalho publicado é muito especial porque significa que aquilo que começou dentro da universidade agora pode alcançar outros estudantes e profissionais. Meu desejo é que o livro contribua para uma formação mais sensível e para que cada vez mais fisioterapeutas se sintam preparados para reconhecer seus limites de atuação, trabalhar em conjunto com a rede de cuidado e oferecer uma assistência verdadeiramente centrada na pessoa.”

 

Acesso ao e-book no link: https://drive.google.com/file/d/1E7DKeSR0LDuzxaNzIMStMIZG0Ia9c2wa/view?usp=sharing

 

Página da obra na Editora BAGAI: https://editorabagai.com.br/product/reserva-1-3/

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