Ação de saúde na FUVS alerta para importância da doação de órgãos

25/09/2026

Mais uma atividade de conscientização sobre a importância da doação de órgãos foi realizada na manhã desta sexta-feira, dia 25 de setembro, no Hospital Oncológico Samuel Libânio. A ação contou com a presença de acadêmicos de Medicina, Enfermagem, Farmácia, alunos do curso técnico de Enfermagem do Colégio João Paulo II (CJPII) , e representantes da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT) do Complexo Hospitalar Samuel Libânio (CHSL).

No domingo, 27 de setembro, será comemorado o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, e durante a campanha Setembro Verde a Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (FUVS) conscientizou a população sobre a importância da doação de órgãos com diversas atividades.

A Univás também faz sua parte, por exemplo, com as acadêmicas do 4º ano do curso de Medicina que realizam projeto de curricularização com várias atividades sobre conscientização da importância da doação de órgãos. A aluna Anne Schnaider Azevedo disse que é “fundamental mostrarmos para população a importância de doar órgãos. Queremos com esse projeto atinja o máximo de pessoas possível para termos mais doadores e salvar mais vidas. Nós nos aprofundamos sobre o tema em sala de aula e confeccionamos um questionário que tira dúvidas e mostra para as pessoas a importância da família no processo de doação de órgãos.

O Dia Nacional da Doação de Órgãos foi instituído pela Lei nº 11.584/2007 com o objetivo de promover a conscientização da sociedade sobre a importância da doação. “Esse tema é bonito e delicado ao mesmo tempo, pois falamos da perda da vida de alguém que vai salvar a vida de outra pessoa. A doação de órgãos é um ato muito bonito, mas para que isso aconteça precisamos que tenha um óbito e que a família esteja disposta a fazer essa doação. Por isso é tão importante essa conscientização, essa conversa que a pessoa tem que ter com a sua família pois, quando precisar tomar essa decisão, os familiares vão estar tranquilos pois o doador já havia se manifestado por seu desejo de doação. Esse trabalho de conscientização aqui no Hospital Oncológico tem o objetivo de mostrar quanto podemos salvar vidas só com o órgão doado”, explica o enfermeiro da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT) do CHSL, Paulo Sérgio dos Reis.

As pessoas, além de conscientizadas, passaram por medição de pressão e testes de glicemia aplicados pelos alunos do Colégio João Paulo II.

O Complexo Hospitalar Samuel Libânio está habilitado para realizar transplante renal, de córneas, cardíaco, de medula óssea e de ossos. Para se ter uma ideia, o CHSL já realizou mais de 300 transplantes renais desde a sua fundação, em 1989. “Esse número poderia ser muito melhor se tivéssemos mais doadores. Falar de doação de órgãos ainda é um tabu que precisa ser superado. É muito importante que trabalhemos esse desejo altruísta de fazer a transformação na vida das pessoas. Por isso, é muito importante conversar com nossos familiares e manifestar esse desejo de fazer a doação”, afirma a médica nefrologista e coordenadora do Serviço de Transplante Renal do CHSL, Daniela Zica.

Além do impacto direto na vida dos pacientes e suas famílias, os transplantes renais realizados no CHSL também têm uma grande importância para a sociedade como um todo. “Ele alivia o sistema de saúde, reduzindo a necessidade de tratamentos contínuos e caros, como a hemodiálise. Isso libera recursos que podem ser direcionados para outras áreas da saúde, beneficiando ainda mais pessoas. A doação de órgãos é um ato de solidariedade e altruísmo que pode salvar vidas. Cada doador é um herói que deixa um legado duradouro de compaixão e generosidade”, analisa a médica Daniela.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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