Fisioterapia aproxima ciência do movimento de crianças e adolescentes em ações nas escolas

21/10/2026

O curso de Fisioterapia da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) realizou três ações de educação em saúde em instituições de ensino da região, envolvendo aproximadamente 86 crianças e adolescentes em atividades voltadas ao movimento humano, à ergonomia, à percepção corporal e à compreensão da atuação fisioterapêutica.

Desenvolvidas por acadêmicos do curso de Fisioterapia, as iniciativas foram planejadas para diferentes faixas etárias, desde crianças da Educação Infantil até adolescentes, utilizando estratégias educativas adequadas às características de cada público. As ações abordaram temas relacionados ao sistema nervoso e ao movimento, Fisioterapia Neurofuncional, ergonomia no ambiente escolar, propriocepção, equilíbrio e controle sensório-motor.

Além de aproximar conhecimentos da Fisioterapia da comunidade, as atividades proporcionaram aos acadêmicos experiências de planejamento e desenvolvimento de ações de educação em saúde, comunicação com diferentes públicos e aplicação prática dos conhecimentos trabalhados durante a formação universitária.

Super-heróis ajudam crianças a descobrir como o corpo se movimenta 

No dia 1º de outubro, aproximadamente 20 crianças do Pré II, com idade em torno de 5 anos, participaram da atividade “Explorando o Movimento: Educação em Saúde sobre Sistema Nervoso, Movimento e Fisioterapia Neurofuncional”, realizada na Pré-Escola Municipal Monsenhor Mendonça.

 

Considerando a faixa etária dos participantes, os acadêmicos utilizaram uma proposta lúdica baseada em uma missão temática de super-heróis, transformando conceitos relacionados ao corpo e ao movimento em experiências acessíveis às crianças.

 

Por meio das atividades propostas, os participantes foram estimulados a explorar diferentes possibilidades de movimento corporal e a reconhecer a importância do movimento para a realização das atividades cotidianas, para a funcionalidade e para o desenvolvimento infantil.

 

A ação também possibilitou uma aproximação inicial das crianças com a Fisioterapia e, especialmente, com a atuação do fisioterapeuta na área neurofuncional. De maneira compatível com a idade dos participantes, foram trabalhadas relações entre sistema nervoso, movimento e capacidade de interação do corpo com o ambiente.

 

A utilização de estratégias lúdicas permitiu transformar conteúdos relacionados ao movimento humano em experiências concretas e significativas, demonstrando que a educação em saúde pode começar ainda na infância e ser desenvolvida de maneira participativa e adequada às diferentes etapas do desenvolvimento.

 

Ergonomia na escola: cuidados que fazem parte da rotina dos adolescentes

 

Em 9 de outubro, a Escola Estadual Vereador Joaquim Borges da Costa, em Careaçu (MG), recebeu a atividade “Ergonomia na Escola: Meu Corpo, Meu Espaço”. Aproximadamente 50 adolescentes, com idade média de 14 anos, participaram da ação.

 

A atividade teve como objetivo promover educação em saúde e ampliar a conscientização dos estudantes sobre a ergonomia no ambiente escolar, relacionando os conteúdos trabalhados às situações presentes diariamente na rotina dos adolescentes.

 

Entre os temas abordados estiveram os hábitos posturais durante as atividades escolares e cotidianas, os cuidados relacionados ao uso de mochilas, a adequação de mesas e cadeiras e a utilização de dispositivos eletrônicos.

 

A proposta buscou estimular os adolescentes a observarem a relação entre o próprio corpo, o ambiente e as tarefas realizadas ao longo do dia. Mais do que apresentar uma ideia de postura única ou rígida, a atividade favoreceu a discussão sobre organização do ambiente, variação postural, movimento e adoção de comportamentos favoráveis à saúde musculoesquelética.

 

A presença da Fisioterapia no ambiente escolar permite abordar fatores que fazem parte da rotina dos adolescentes e ampliar a compreensão sobre a atuação preventiva e educativa do fisioterapeuta. Dessa forma, conhecimentos relacionados à ergonomia e ao movimento podem ser incorporados ao cotidiano de maneira mais consciente.

 

Propriocepção, equilíbrio e percepção corporal também podem ser aprendidos brincando

 

Outra ação foi desenvolvida no Colégio Foch, em Pouso Alegre (MG), no dia 16 de setembro. A atividade “Propriocepção e Controle Sensório-Motor: Estratégias Extensionistas para Compreensão da Percepção e do Movimento Corporal” envolveu 16 estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental, com idades entre 7 e 8 anos.

 

A proposta proporcionou às crianças experiências lúdicas e educativas relacionadas à percepção corporal, ao equilíbrio, à coordenação motora e à orientação do corpo no espaço.

 

Por meio da exploração de diferentes posições e movimentos corporais, os participantes puderam vivenciar situações relacionadas à forma como o organismo recebe informações do próprio corpo e do ambiente para organizar o movimento e contribuir para o controle postural.

 

Conceitos que fazem parte do estudo do controle sensório-motor foram apresentados em linguagem compatível com a faixa etária, permitindo que conteúdos científicos fossem transformados em experiências práticas e compreensíveis para as crianças.

 

A atividade também demonstrou como recursos lúdicos podem ser utilizados na educação em saúde para favorecer a participação ativa das crianças. Ao experimentar movimentos, desafios de equilíbrio e diferentes formas de perceber o próprio corpo, os estudantes puderam construir conhecimentos a partir da própria experiência.

 

Diferentes idades, diferentes estratégias e uma Fisioterapia cada vez mais próxima da comunidade

 

As três ações evidenciam a diversidade de possibilidades de atuação da Fisioterapia no ambiente escolar. Embora direcionadas a públicos e temáticas distintas, as iniciativas tiveram como elemento comum a utilização do conhecimento sobre o movimento humano como instrumento de educação, promoção da saúde e aproximação com a comunidade.

 

Da descoberta do movimento por crianças de 5 anos à discussão sobre ergonomia com adolescentes, as atividades exigiram dos acadêmicos a capacidade de adaptar conteúdos científicos à realidade, à linguagem e às necessidades de cada grupo.

 

Esse processo contribui para o desenvolvimento de competências importantes para a formação profissional, como comunicação em saúde, planejamento de intervenções educativas, trabalho em equipe, criatividade, adequação da linguagem e compreensão das necessidades de diferentes populações.

 

As experiências também permitem apresentar à comunidade uma perspectiva ampliada da Fisioterapia. Para além dos espaços tradicionalmente associados à reabilitação, o fisioterapeuta pode atuar na promoção da saúde, prevenção de agravos, educação em saúde e desenvolvimento de estratégias relacionadas ao movimento e à funcionalidade humana.

 

Ao inserir os acadêmicos em diferentes cenários da comunidade, o curso de Fisioterapia da Univás fortalece a integração entre formação acadêmica e realidade social, possibilitando que conhecimentos construídos na universidade sejam compartilhados com a população e, simultaneamente, que as experiências vivenciadas na comunidade contribuam para a formação dos futuros fisioterapeutas.

 

As iniciativas reforçam uma formação conectada à prática, à educação em saúde e às necessidades da população, ampliando os espaços de aprendizagem e aproximando universidade, escolas e comunidade.

 

 

 

 

 

 

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