Fisioterapia leva educação em saúde, ciência do movimento e inclusão social para escolas

05/11/2026

Projetos de extensão universitária beneficiaram aproximadamente 129 estudantes de instituições de ensino de Pouso Alegre e Córrego do Bom Jesus, abordando estresse acadêmico, percepção sensorial e desenvolvimento motor.
 
A integração entre conhecimento científico, formação profissional e compromisso social tem proporcionado experiências significativas aos acadêmicos do curso de Fisioterapia da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás). Por meio de projetos de extensão universitária, estudantes do curso desenvolveram ações educativas em três instituições de ensino do Sul de Minas Gerais, aproximando os conhecimentos da Fisioterapia do cotidiano de crianças e adolescentes.
 
As iniciativas contemplaram diferentes dimensões da saúde e do desenvolvimento humano, incluindo os efeitos do estresse acadêmico sobre o organismo, a importância da percepção sensorial para o controle motor e a contribuição da Fisioterapia Esportiva para a prática segura de atividades físicas na infância.
 
Ao todo, aproximadamente 129 estudantes participaram das ações, realizadas em escolas de Pouso Alegre e Córrego do Bom Jesus. Além de promoverem o acesso ao conhecimento científico, os projetos possibilitaram aos universitários vivenciar situações reais de educação em saúde, planejamento de intervenções e comunicação com diferentes públicos.
 
Estresse acadêmico e saúde: Fisioterapia contribui para o bem-estar de estudantes em fase de conclusão escolar
 
No Colégio Anglo Pouso Alegre, em Pouso Alegre, as acadêmicas Lavinia Silva Mamedes, Mariana Santos Domingues, Pietra Moreira Martins, Sarah Cecilia Gonçalves Franco e Thalyta Hadassa Martins Rosa desenvolveram o projeto “Corpo sob Pressão: Efeitos do Estresse Acadêmico e Estratégias Fisioterapêuticas em Estudantes do Último Ano”, envolvendo aproximadamente 60 estudantes.
 
A iniciativa abordou uma temática especialmente relevante para adolescentes que vivenciam a etapa final da educação básica, período frequentemente marcado por exigências acadêmicas, preparação para processos seletivos e expectativas relacionadas às escolhas profissionais.
 
O projeto teve como objetivo analisar e avaliar os efeitos do estresse acadêmico sobre o bem-estar físico e o desempenho cognitivo dos estudantes, além de discutir a aplicabilidade de estratégias fisioterapêuticas como medidas preventivas e de promoção da saúde.
A proposta evidenciou a importância de compreender o estresse para além de suas manifestações emocionais, considerando também suas possíveis repercussões sobre a tensão muscular, a qualidade do sono, a percepção de fadiga, a atenção e o desempenho nas atividades cotidianas.
 
Nesse contexto, a Fisioterapia foi apresentada como uma área do conhecimento capaz de contribuir para a promoção da saúde e para o desenvolvimento de estratégias de autocuidado, incluindo orientações relacionadas ao movimento corporal, à atividade física, à consciência corporal e ao manejo das manifestações físicas associadas ao estresse.
 
A experiência também ampliou a compreensão das acadêmicas sobre a atuação fisioterapêutica em ambientes educacionais, destacando a relevância de intervenções preventivas voltadas à saúde integral dos adolescentes.
 
Museu dos Sentidos: experiência educativa aproxima percepção sensorial, movimento e inclusão
 
Na Escola Estadual Professor Maximiniano Lambert, localizada no município de Córrego do Bom Jesus, as acadêmicas Isabela dos Reis Figueiredo, Júlia Moreira Bento, Kamily Almeida Santos, Maria Eduarda Andrade Silva e Vitória Marques Caixeta desenvolveram o projeto “Museu dos Sentidos: Ação Extensionista sobre Percepção Sensorial, Controle Motor e Inclusão”.
 
 
A atividade envolveu 44 estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental II e teve como propósito ampliar os conhecimentos sobre os sistemas sensoriais, sua relação com a percepção do ambiente e sua participação nas atividades realizadas diariamente.
 
 
A proposta partiu do reconhecimento de que os sentidos desempenham funções essenciais na interação entre o indivíduo e o ambiente. Informações visuais, auditivas, táteis, vestibulares e proprioceptivas participam continuamente dos processos de orientação espacial, equilíbrio, coordenação motora e organização dos movimentos.
 
Ao relacionar esses conhecimentos às experiências cotidianas dos escolares, o projeto buscou tornar conceitos científicos mais acessíveis, favorecendo a compreensão de como o organismo recebe, interpreta e utiliza informações sensoriais para orientar suas ações.
A temática também permitiu aproximar os estudantes de discussões relacionadas à diversidade das experiências sensoriais e à importância da inclusão, valorizando o respeito às diferentes formas de perceber e interagir com o mundo.
 
 
Para as acadêmicas de Fisioterapia, a iniciativa representou uma oportunidade de integrar conhecimentos sobre neurofisiologia, desenvolvimento sensório-motor e educação em saúde, fortalecendo competências relacionadas à comunicação científica e à atuação em contextos coletivos.

 
Fisioterapia Esportiva na infância: movimento, aprendizagem e segurança por meio de atividades lúdicas
 
Na Escola Estadual Professor Joaquim Queiroz, em Pouso Alegre, os acadêmicos Antonio Augusto Carvalho Lopes, Arthur Magalhães Rosa, Francisco Fraga de Lima Fernandes, Gabriel Silva Floriano e João Vitor Coutinho Rocha desenvolveram o projeto “Fisioterapia Esportiva na Infância: Estratégias Lúdicas para o Desenvolvimento Motor e a Prática Esportiva Segura”.
 
A ação contemplou 25 crianças e teve como principal estratégia educativa a realização de uma gincana composta por atividades motoras relacionadas às demandas físicas presentes em diferentes modalidades esportivas.
 
A proposta incluiu experiências envolvendo corrida e deslocamentos, agilidade, mudanças de direção, equilíbrio, saltos e aterrissagens, proporcionando aos escolares oportunidades de explorar diferentes habilidades motoras em um ambiente educativo e participativo.
Por meio dessas atividades, o projeto buscou estimular a compreensão da importância do movimento corporal, da coordenação motora e da execução segura das atividades físicas, aproximando os conhecimentos da Fisioterapia Esportiva da realidade escolar.
 
A utilização de estratégias lúdicas constituiu um elemento importante da proposta, considerando que brincadeiras, jogos e desafios motores podem favorecer o envolvimento das crianças e proporcionar experiências relacionadas ao desenvolvimento de habilidades fundamentais para a prática esportiva.
 
A iniciativa também destacou a atuação da Fisioterapia Esportiva para além dos ambientes de treinamento e reabilitação de atletas, evidenciando sua contribuição potencial para a educação em saúde, a orientação do movimento e a prevenção de lesões relacionadas à prática de atividades físicas.
 
Para os acadêmicos envolvidos, a experiência proporcionou a articulação entre conhecimentos teóricos e situações práticas, estimulando o planejamento de atividades adequadas ao público infantil e o desenvolvimento de estratégias educativas fundamentadas nas características do movimento humano.
 
Extensão universitária fortalece a formação profissional e aproxima a Univás da comunidade
As três iniciativas demonstram a abrangência das possibilidades de atuação da Fisioterapia e a importância da extensão universitária como componente da formação acadêmica.
 
Ao desenvolverem atividades em instituições de ensino, os acadêmicos têm a oportunidade de reconhecer necessidades específicas de diferentes grupos populacionais, adaptar a linguagem científica, organizar ações educativas e compreender a relevância da promoção da saúde em espaços que ultrapassam os serviços tradicionais de assistência fisioterapêutica.
 
 
As experiências também contribuem para o desenvolvimento de competências profissionais relacionadas ao trabalho em equipe, à criatividade, à responsabilidade social, ao raciocínio clínico e à comunicação com a comunidade.
 
No curso de Fisioterapia da Univás, a articulação entre ensino, pesquisa e extensão constitui uma dimensão importante da formação, permitindo que os conhecimentos construídos ao longo da graduação sejam relacionados às necessidades concretas da população.
 
Ao aproximar a universidade das escolas de Pouso Alegre e Córrego do Bom Jesus, os projetos reforçam o compromisso institucional com uma formação que valoriza o conhecimento científico, a participação dos estudantes e a responsabilidade social.
 
Mais do que compartilhar informações sobre saúde, as ações demonstram que a formação em Fisioterapia também acontece no encontro entre universidade e comunidade, quando o conhecimento acadêmico se transforma em experiências educativas e oportunidades de aprendizagem para todos os envolvidos.

 

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